#SaveHannibal

moooito tempo atrás eu fiquei devendo para vocês um post sobre a série de TV Hannibal, inspirada no romance Red Dragon, de Thomas Harris, que também deu origem aos filmes que todo mundo já conhece (ou ao menos já ouviu falar, se não gosta do gênero).

Obviamente o roteiro da série gira em torno da vida de Hannibal Lecter, um dos (senão “o”) serial killer mais famoso e mais bizarro do mundo da ficção. Porém, diferente dos filmes, o seriado mostra a vida de Hannibal (Mads Mikkelsen) antes da prisão, onde trabalha como psicólogo e se encontra com Will Graham (Hugh Dancy), que além de se tornar paciente do doutor canibal, é também um agente do FBI que possui a habilidade de reconstruir cenas de crime. O encontro dos dois é promovido por Jack Crowford (Laurence Fishburne), um agente especial do FBI, chefe de Will, que tem uma missão importante a resolver.

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Ah, Gabi. Nada de novo nessa história, né?! Claro que o Hannibal sai matando todo mundo pra comer depois e os carinhas do FBI estão atrás dele sem saber que ele é ele. OK, em parte isso é verdade. A história central da série realmente parece ser uma releitura do thriller que a gente já está cansado de conhecer. Porém a construção da trama é simplesmente fantástica e inteligente, de forma a deixar esse personagem muito mais interessante, dramático e asqueroso do que a gente já conhece. Embora Anthony Hopkins carregue para sempre aqueles frios e assustadores olhos azuis e esteja marcado como o “verdadeiro, autêntico e original” (com todo louvor e merecimento), Mikkelsen consegue dar vida a um personagem que parece ser ainda mais frio e cruel enquanto está “em atividade”.

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Na série, vemos um Hannibal que demonstra um fascínio desconcertante em cada ataque e tortura às suas vítimas, que aparecem em cenas extremamente detalhadas e muitas vezes agoniantes. Não bastasse os assassinatos em série, ele é um excelente e renomado chef que promove banquetes em sua mansão, e adivinha só de onde vem as carnes e demais pratos que ele serve para seus convidados? Aaaargh! Ele ainda usa da profissão para induzir seus pacientes a libertar um lado escuro e desconhecido que vive dentro deles, fazendo com que outros personagens sejam ainda mais psico que ele próprio. Aí entra um jogo sobre psicologia, que aparece tanto na análise e relação ética entre médicos x pacientes, quanto na capacidade de entender, instigar e manipular a mente de uma outra pessoa.

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É uma série muito bem amarrada, com roteiro bem bacana e um elenco de primeira. E infelizmente nem tudo isso foi suficiente para segurar a audiência lá nos EUA: foi anunciado na semana passada que a série será cancelada e a atual terceira temporada será a última a ser exibida. Enquanto os produtores e fãs lamentam a notícia, eu deixo aqui minha recomendação. Independente do cancelamento, entusiastas do gênero ou fãs do romance e dos filmes podem assistir as três temporadas pois é realmente incrível. Só resta torcer para que os norte americanos consigam defender a continuidade, enquanto eu fico esperando daqui por uma quarta temporada! #SaveHannibal

Nota: O seriado possui imagens fortes e sem cortes. Em todo episódio aparece ao menos uma cena de assassinato que mostra as vítimas em cenas chocantes. Isso é comum em séries médicas ou policiais, mas deixo um alerta para quem for sensível a esse tipo de coisa. Eu mesmo escondo o rosto em algumas dessas cenas rs.

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Para Sempre Alice: a emoção nos olhos de Julianne Moore

Quando Julianne Moore ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Para Sempre Alice (“Still Alice”), eu sabia que seria um prêmio merecido. Bastou assistir ao trailer para ter certeza de que esse seria um daqueles dramas tocantes, triste pela história, mas maravilhoso pelo conjunto da obra. E ontem foi dia de confirmar essa primeira impressão.

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Ao interpretar Alice Howland, Julianne Moore consegue passar toda a dor e angústia de sua personagem, uma professora universitária de linguística, escritora e palestrante de sucesso que descobriu que sofria de uma condição rara de Alzheimer precoce por volta dos 50 anos. Apesar de não ficar claro na narrativa quanto tempo demorou entre cada etapa, conseguimos acompanhar todos os estágios da doença, desde o diagnóstico até a (quase) completa perda de memória e senso de espaço. Alice era uma mulher cheia de vida, bonita, ambiciosa e, de repente, começa a esquecer pequenas palavras e se perder em alguns lugares. Até que a perda de memória alcança níveis altos, chegando a esquecer a fisionomia da filha ou onde é o banheiro da sua casa. A aparência de Moore durante o longa também denuncia o quanto a doença pode ser devastadora, tanto física como psicologicamente, inclusive para aqueles que estão ao seu redor.

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Ainda que de forma coadjuvante, conseguimos ver a relação do marido (Alec Baldwin), filhos (Kristen Stewart como Lydia, Kate Bosworth como Anna e Hunter Parrish como Tom) e outras pessoas com o desenvolvimento da doença, enfrentando os desafios de lidar com o desconhecido e aprendendo a ser mais tolerante e paciente mesmo com todos os obstáculos enfrentados para conseguir conciliar a rotina diária com a nova realidade da família. Vale dizer que enquanto Kate e Hunter parecem quase descartáveis pelo envolvimento superficial na trama, Baldwin e Stewart criam o encaixe perfeito com Julianne Moore, em cenas tocantes com diálogos reais e profundos.

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Para Sempre Alice é um filme quase biográfico, que toca pela profundidade em que as coisas são contadas: seja no olhar perdido, nas estratégias para conseguir se lembrar de pequenas coisas ou no sorriso orgulhoso que chega com a realização de pequenas conquistas, como por exemplo ler um texto inteiro sem se perder entre as linhas. É um filme educativo, que ensina muito sobre o Alzheimer do ponto de vista do paciente, que tenta a todo custo passar aos outros o sentimento de perda e, mesmo assim, parece ser impossível ter uma noção real do que é. É um filme que provoca reflexão, trazendo nosso lado humano e emotivo à tona, onde podem navegar pensamentos sobre a vida, família, carreira, valores e muito mais. Se a sinopse não convence pelo apelo dramático, a narrativa faz as honras com seu tom poético sobre um assunto tão delicado. E, sem dúvidas, Julianne Moore tem seu trabalho devidamente reconhecido e premiado, com uma atuação espetacular e emocionante.

Se você, assim como eu, ainda não assistiu até agora, está perdendo tempo 😉

O melhor hambúrguer de Belo Horizonte!

Quem me conhece, sabe: não importa qual é o melhor restaurante do mundo que serve o prato feito pelo chef top master das galáxias, muito menos qual dieta restritiva milagrosa vai fazer a balança diminuir… um bom hambúrguer sempre tem cadeira cativa na minha barriga no meu coração. Dá para se redimir sem culpa na esteira depois rs.

E nessa onda de hamburgueria abrindo sem parar na cidade, eu e meu namorado lançamos um desafio pessoal e nos propomos a conhecer as melhores indicações – seja de amigos e familiares, ou de blogueiros e críticos gastronômicos. Aqui no blog já falei de algumas que visitei, mas essa semana finalmente eu posso dizer que encontrei o melhor hambúrguer de BH 😀

A recomendação veio de uma página no FB chamada “Em busca do melhor hambúrguer” que indicava o J’s Fine Burguer como o melhor de BH na época, na opinião do administrador. (Nota: Ele posta por lá TODOS os hambúrgueres que ele experimenta, desde fast foods até grandes nomes e, de tempos em tempos, atualiza seu TOP 10 com os melhores da cidade.)

Não teve jeito, a foto dos sanduíches do J’s Fine Burguer não saíam da minha cabeça e eu tive que ir lá experimentar. Nós pedimos o Manhattan, um big sanduba com pão australiano (que nós trocamos por pão comum com gergelim), hambúrguer de picanha 160g, 2x cheddar, 2x bacon, cebolas caramelizadas e um molho que não me lembro qual. E essa é a obra de arte:

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[Meodeosdocéu, olhem para esse queijo!] Sim, acreditem se quiser… Eu encarei essa orgia aí de cima e fiquei estasiada. É gigante, é exagerado, talvez o dobro de queijo e bacon seja dispensável… Mas valeu cada mordida e todo o malabarismo para um trem desse caber dentro da boca. O sabor é simplesmente INCRÍVEL. Mesmo depois de algum tempo tentando chegar ao fim do sanduíche, o queijo continua derretido, o bacon crocante e a carne vem no ponto certo, acompanhada de pão macio que aguenta segurar todo o recheio (ou quase rs). Absolutamente delicioso!

Prova de que eu não estou mentindo é a fila de espera gigantesca que encontramos em plena terça-feira à noite. Ninguém está nem aí se o local é pequeno, com poucas mesas e se o pedido demora um bocado considerável de tempo para chegar… todo mundo só quer é se deliciar com essa sem vergonhice sem tamanho de gostosa! Aliás, existem umas dragas por aí que tem a ousadia de pedir as opções com duas ou três carnes. Certeza que essas pessoas são alienígenas que não precisam fazer digestão, porque é inacreditável o tamanho desses sanduíches – sem contar as batatinhas.

Enfim… depois desse post quase orgástico, espero que quem gosta de um bom hambúrguer confie na dica, porque vale muito a pena experimentar. Pretendo voltar ao local para conhecer outros sabores e me entupir de calorias, já que o cardápio deles é bem extenso e cheio de combinações interessantes. O preço está dentro do padrão dessas hamburguerias, variando de R$ 19 a R$ 30 e o atendimento não deixa a desejar em nada. Só falta mais unidades espalhadas pela cidade hahaha 😉

Endereço: Rua das Canárias, 651, Santa Amélia – BH / MG.

E aí, vai encarar? 😛

Update (05/08/2015): Segunda Visita

Como não poderia deixar de ser, voltei ao J’s Fine Burguer, porque precisava sentir toda essa suculência na minha boca de novo! Na segunda visita fui de Yankee, um sanduíche americano bem tradicional com pão de gergelim, hambúrguer de filé de 160g, cheddar, bacon, cebolas caramelizadas, alface e tomate. No geral, ele é quase igual ao Manhattan. O que diferencia os dois é a carne do hambúrguer e a salada no lugar do double bacon + queijo. O Yankee acaba sendo uma opção mais perto da realidade, tanto no tamanho quanto na quantidade “normal” de queijo e bacon, mas igualmente delicioso!!!

Na segunda visita pude chegar a três conclusões: 1) É realmente a melhor hamburgueria de BH; 2) O hambúrguer de picanha é mais saboroso e temperado do que o de filé, que não deixa a desejar em nada. 3) A fila de espera existe todos os dias e é muito longa. Chegue cedo, bem cedo!

Estou ansiosa pela terceira visita e pelo terceiro hambúrguer. Será que eu vou conseguir zerar o cardápio? 😛

Vantagens e desvantagens do Snapchat

O Snapchat tem dividido opiniões: alguns já se viciaram e amam o aplicativo de montão; outros tem repulsa e não querem nem ouvir falar; e uns, menos decididos, ficam se perguntando que diabos é isso sem entender direito porque os primeiros gostam tanto dele assim. E por escutar tantas perguntas a respeito do app amarelão do fantasminha camarada, eu resolvi fazer um post com minha experiência nesse quase um mês de uso.

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Antes de listar prós e contras, vale dizer que o Snapchat não é nenhuma novidade. Ele já existe há muuuuito tempo e pode até ter sido o pioneiro em vazamento de vídeos sensuais e nudes por aí haha. Tudo isso porque quando ele foi lançado há anos atrás, ele era tido como o aplicativo mágico em que os vídeos e fotos apareciam por apenas 10 segundos e sumiam para “sempre”, e por isso fez muito sucesso especialmente em colégios e faculdades (não só para compartilhar pornografia, tá?). E aí que depois de passar por tantas redes sociais, parece que as pessoas já estavam ansiando por uma novidade e o Snapchat encontrou sua era de ouro no tempo dos vídeos. Celebridades e it bloggers aderiram (e acabaram promovendo) o app e agora ele volta com tudo, dominando geral.

O que acho mais bacana é que o aplicativo permite criar uma proximidade até com gente que você nunca teve (ou terá) contato, como artistas, cantores, blogueiros e afins. Como a maioria das pessoas posta sobre o seu dia a dia, de forma mais imediatista, você acaba conhecendo as pessoas mais intimamente e se identificando (ou não) com gostos, rotina, personalidade e tudo mais. Eu, por exemplo, já era fã da Thaila Ayala e agora me sinto quase uma BFF. Ela é super divertida e tenho certeza que se a gente se conhecesse seria brother hahaha. E me surpreende todos os dias o TANTO que ela COME.

Também é legal ver que essas pessoas que teoricamente estão fora do nosso alcance são mais normais do que a mídia sempre mostra. Amo ver atrizes e blogueiras acordando descabeladas e cheias de olheiras, com as unhas lascadas e uma dobrinha a mais na barriga que nunca apareceu no Instagram. Ajuda a lembrar que a gente vive num mundo de verdade, com pessoas de verdade. E num mundo onde as aparências ditam tudo, é importante um toque de lucidez sem photoshop.

Por outro lado, eu acho um pouco chato essa dependência de redes sociais que a gente cria. A gente acaba meio hipnotizado acompanhando os passos das pessoas que estão postando e também cria uma obrigação de postar alguma coisa toda hora. A Mandy, do Starving, fez Praga entrar na minha listinha de viagens a fazer porque acompanhei cada passo que ela dava e me apaixonei pela cidade. Mas ao mesmo tempo ficava pensando que saco devia ser fazer uma viagem com a obrigação de postar TUDO no snap. OK que ela deve fazer com o maior gosto para as leitoras e amigos, mas ainda assim deve ser meio boring. Eu já acho chato fazer as pessoas esperarem em um restaurante enquanto eu tiro foto de um prato para postar aqui no blog, pensa fazer seus companheiros de viagem esperarem o tempo todo para dar um oi ou uma diquinha aqui e acolá? Não é atoa que os namorados/maridos de blogueiras aparecem constantemente pedindo para elas pararem de filmar haha. Fora que tem gente que parece meio doido andando na rua falando pro celular, usando o braço de pau de selfie!

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No geral eu acho que as pessoas então vivendo muito para os outros e menos para si. Percebi isso no show do Backstreet Boys onde estava TODO mundo com celular na mão filmando, inclusive eu, que tanto tentei fazer snaps e não consegui, até me irritar e abandonar o celular. Eu queria taaaanto compartilhar com vocês que em alguns momentos eu mais olhava para o celular do que para o palco. Ainda bem que tive um choque de realidade a tempo de curtir a maior parte do show independente do bendito aplicativo.

Anyway, moral da história: se você seguir pessoas interessantes, que você curte de verdade – e isso vale para amigos, família e até mesmo ídolos – você pode viver bons momentos, reunir dicas e se aproximar um pouco da vida dessas pessoas de uma forma bacana. Em contrapartida, seguir gente chata é a treva, não rola mesmo! E se divirta muito na hora de postar, fazer vídeos, queimar o tédio assistindo aos dos outros… mas não deixe de viver sua vida para criar uma no snap. Limite e bom senso são tudo, e da para se divertir bastante sem deixar os melhores momentos de lado sem registro 😉

Sushi2Go: delivery japonês em BH

Já indiquei no insta e no snap, mas agora é hora da resenha completa! Na última sexta-feira recebi um menu especial do Sushi2Go, que deixou o Dia dos Namorados ainda mais gostoso. Eu também não conhecia a empresa, mas depois de experimentar os serviços posso afirmar que está entre os melhores deliverys de comida japonesa de BH – pelo menos entre os que eu conheço.

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Recebemos uma caixinha com 40 peças que estavam simplesmente deliciosas, fresquinhas e super bem montadas. O pedido vem embalado em uma caixinha super charmosa (e rosa!) e vem tudo organizado, no nosso caso, em duplas e quartetos de sashimis. E o sabor é incrível, principalmente por ser delivery, não se perde em nada. Vale dizer ainda que chegou pontualmente, o que ganha muitos pontos comigo em entregas de refeições à domicílio. Além de tudo, ganhamos de brinde dois bombons de morango que estavam divinos! #aaaamo

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Esse menu foi especial da data comemorativa e só rolou durante esse final de semana. Mas quem se interessar, pode conferir o cardápio do Sushi2Go que é recheado de variedades: são mais de 80 opções passando pelos tradicionais sushis, sashimis, temakis e yakisobas, até os menu de itens especiais. Dá para inovar sem se cansar com tranquilidade, e ainda esperar combinados especiais para cada ocasião.

O único ponto fraco é que a área de abrangência ainda é restrita. A empresa atende a região Centro-Sul de Belo Horizonte e o bairro Vila da Serra, em Nova Lima. O delivery funciona de terça a sexta, das 18h às 23h30, e aos finais de semana, de 12h às 23h30. Os pedidos podem ser feitos por telefone, site ou pelo app disponível para smartphones.

Alguém já conhecia?

Backstreet’s back… em BH \o/

Foi assim, bem de última hora, que eu resolvi que eu queria ir no show dos Backstreet Boys a qualquer custo. De um dia para o outro eu tive um insight de que não poderia perder mais uma oportunidade de ver a banda que conquistou meu coração há mais de 15 anos atrás. E valeu cada minuto e cada centavo.

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Foto: Reprodução

Com um ingresso comprado de última hora de uma pessoa que não pôde ir, consegui adentrar na arena do Chevrolet Hall para ver a melhor boy band da história (olha que crítica tendenciosa, hein :P). Assistir a um show do quinteto formado há 22 anos atrás é entrar numa máquina do tempo para reviver os hits e as coreografias que fizeram parte da nossa infância/adolescência. Lotado de mulheres de 20 a 30 anos, o Chevrolet Hall virou palco de muitos gritos histéricos e paixonites agudas.

Como não se empolgar vendo Nick Carter, Kevin Richardson, Brian Littrell, A.J McLean e Howie Dorough juntos de novo, ali na sua frente, dançando as coreografias originais de músicas que nunca vão ficar “velhas demais para escutar”? A nostalgia bate, o encanto se multiplica e de repente você tem 10 anos de novo. E os quarentões, que estão ainda mais bonitos que na era de ouro dos anos 90, mostraram que as boy bands da nova geração tem que comer muito feijão com arroz para alcançar o patamar de BSB.

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Foto: Reprodução

Com direito às tradicionais dancinhas com chapéu, passinhos com microfones nos pedestais e muuuitos rebolados, os Backstreet Boys fizeram um show que vai ficar para sempre guardado na memória. E não precisam de uma mega produção para impressionar. Em um palco simples, montado com uma escada estilo arquibancada e um grande telão de fundo com imagens digitais, a fórmula do sucesso é mesmo a reunião de cinco caras bonitões, sensuais, com estilos diferentes que  cantam, dançam, tocam, interagem com o público e se divertem a cada minuto.

E não bastasse ficar cara a cara com a banda, entre cada uma das três trocas de roupas dos garotos, vídeos nos telões e no fundo do palco traziam um pouco da história, com imagens e gravações antigas que fez muita gente se derreter em saudade. Essa também foi uma oportunidade de divulgar o documentário que será lançado em breve no Brasil e conta muito da trajetória BSB, passando por brigas, revelações, inseguranças e problemas com a família e com drogas.

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Foto: Instagram @ve.costa

Já vi muitos shows importantes de grandes nomes da música na minha vida, mas confesso que esse teve um gostinho especial. Os garotos provaram que ainda tem muito fôlego e as fãs deixaram claro que não importa quantos anos passem, dentro da gente ainda mora aquela garotinha que pregava posters no quarto, aprendia a coreografia e gastava a mesada em todas as revistas em que eles apareciam na capa. Afinal, seremos sempre Backstreet Girls ♥

PS.: Queria ter postado mais coisa no snapchat para vocês acompanharem tudo mais de perto, mas o sinal estava péssimo e minha bateria acabando. Além de que, eu estava mais empolgada em ver o show do que assistir pela tela do celular, motivo pelo qual meus vídeos estão todos tremidos e desfocados rs. Espero que entendam!

Uber: um novo conceito de transporte urbano

Há quem pense que um post desse é jabá, mas a recomendação é totalmente espontânea. Faz alguns dias que eu contei no Twitter o quanto curti a minha primeira viagem com o Uber e não podia deixar de contar tudo com mais detalhes para vocês.

Antes de mais nada, para quem não conhece, Uber é uma empresa de motoristas particulares que funciona através de um aplicativo de celular. Semelhante aos aplicativos de táxi, que já virarem febre em muitos lugares, o cliente insere o endereço onde está e chama um carro para levá-lo onde quiser. Assim como nos outros apps, é possível visualizar um mapa, o tempo de espera para o carro chegar, os dados do motorista e do carro que está vindo te buscar e até mesmo uma estimativa do valor de acordo com seu destino.

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O grande diferencial da Uber para os táxis em geral é que por se tratar de uma empresa de motoristas e não de taxistas afiliados, o serviço é mais sofisticado. Carros executivos, motoristas elegantes e uniformizados, ar condicionado, água… enfim, algumas frescurinhas que a gente acaba gostando. E o melhor? O preço é praticamente o mesmo! Em uma corrida de aproximadamente 2,5km paguei apenas R$ 13. Há quem pergunte se é mesmo necessário utilizar o Uber no dia a dia já que ele é visto como um “serviço de luxo”, e a minha resposta é: porque não? Se fosse mais caro, talvez não justificasse. Mas pagar praticamente a mesma coisa por um serviço de qualidade superior vale a pena sim.

A minha única ressalva é em relação à forma de pagamento, que é feita exclusivamente através de cartão de crédito. Enquanto para alguns cadastrar o cartão no aplicativo pode ser prático e moderno, para outros pode causar um incômodo e uma desconfiança em relação à segurança. Além de que existem aquelas pessoas que preferem pagar sempre no dinheiro e evitam usar o cartão de crédito no dia a dia. Acho que poderiam ser mais flexíveis em relação a isso e deixar o consumidor escolher a forma de pagamento!

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Sobre a polêmica gerada com os taxistas em algumas cidades brasileiras, tudo que sei é que o Uber acabou conquistando um público muito grande, roubando os clientes dos taxistas em função da qualidade do serviço. Até onde tenho conhecimento, a empresa tem reconhecimento mundial, atua em 58 países e tem uma frota diversificada para atender a diferentes públicos. Os taxistas alegam que os motoristas não são credenciados mas a explicação disso é simples: eles não possuem uma placa de táxi, mas são profissionais contratados de uma empresa de motoristas, como qualquer outra. Porém, essa empresa funciona através de um aplicativo de celular e tem um agendamento mais rápido.

Moral da história: Quem ainda é resistente com tecnologia e disponibilização de alguns dados no celular, pode desconfiar da brincadeira toda. Mas quem já se acostumou com os aplicativos de transporte, aceita que daqui a pouco vai viver em Minority Report (risos) e busca serviços diferenciados, pode baixar o Uber agora: Android | IOS | Windows.

E tem mais! Se quiser R$ 20 reais de crédito para experimentar os serviços, basta incluir o código promocional 1glv8 ao chamar o seu primeiro carro 😉 De nada hihihi.

Sobre a 16ª edição do Minas Trend…

Depois de rolar um overpost no Instagram e no Facebook, hora de atualizar o blog com tudo que rolou na 16ª edição do Minas Trend! Vou começar com um panorama geral e nos próximos posts vocês vão conferir o que achei dos desfiles, minhas apostas preferidas para o verão 2016 e os meus achados no salão de negócios.

Chegando no Expominas a gente já dá de cara com duas exposições lindas nos tradicionais manequins das grifes Luiza Barcelos e Claudia Arbex. Ilustrando o tema “Viva Ciclicamente”, onde as estações do ano representam os movimentos cíclicos da natureza, a história das duas brands refletem o otimismo como vocação do empreendedor.

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A exposição de Luiza Barcelos, que comemora 25 anos de sucesso, foi criada a partir de reinterpretações de coleções anteriores da marca por jovens artistas do coletivo de arte contemporânea Quarto Amado. Segundo a assessoria, “a ideia é mostrar que o futuro se revela através de apropriações individuais de abordagens anteriores, onde o novo sempre está por vir.”

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Já a exposição de Claudia Arbex é de encher os olhos. Com o tema “O futuro nos espera”, ela sintetiza os 15 anos de história da brand através de peças que impressionam nos detalhes e na extravagância da sua primeira coleção. Mostrando sempre uma visão do futuro, “a mostra revisita valores e conceitos, além de especulações imaginárias, que soam como reserva do hoje para o amanhã”, como explica a assessoria.

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Rola ainda, como de costume, uma exposição dos looks que participaram do desfile de abertura do evento, no dia 06 de abril. Reunindo peças de diferentes marcas que estão presentes na feira, as produções são compostas por muito vermelho, laranja e amarelo, que são as grandes apostas para o próximo verão. Com muito mix de texturas e tecidos, a proposta é misturar peças finas com peças básicas e criar looks interessantes que fogem do óbvio. Os acessórios são todos maxi, com exceção das bolsas, que vem em tamanho menores mas com design arrojados.

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No geral, achei a infraestrutura do evento ainda melhor que as últimas edições. Eles conseguiram inovar mais uma vez, ainda que mantendo os mesmos atrativos de sempre. Os desfiles foram incríveis e vou falar separadamente de cada um para vocês. O que me impressionou é a liberdade que cada marca vem ganhando para usar a passarela da forma como preferir – com restrições de espaço, claro. Isso é bacana demais, pois a marca consegue criar um ambiente que faz com que a gente mergulhe na coleção e no universo a que ela se propõe.

Infelizmente ~blogueiras~ ainda enfrentam algumas dificuldades, apesar de nada desagradável ter acontecido comigo, especificamente. A única coisa que me incomoda é a falta de release em alguns desfiles, mas nada que as assessorias não possam ajudar depois. Agora, o salão de negócios, apesar de ser o grande destaque do Minas Trend, tem me desanimado a cada edição. Sei que o objetivo ali é compra e venda entre lojistas e multimarcas, mas a falta abertura para que a gente conheça as novas coleções e propostas, principalmente de vestuário, incomoda. Muitas delas tem transformado os seus enormes estandes em pequenas lojas fechadas e bem estruturadas, que inibe qualquer tipo de fotografia ou mesmo um bate papo sobre o que vem por aí. Enfim, ainda assim consegui pescar algumas coisas interessantes para vocês! Fiquem de olho 😉

Ps.: Gostaria de deixar bem claro que essa abertura para bloggers nos estandes é bem relativa. Várias brands não gostam de divulgar a coleção que vai sair nas lojas só daqui uns meses por causa de plágio e inspirações sobre as peças exclusivas e isso é completamente aceitável.

Um lugar delicioso chamado Est! Est!! Est!!!

Preparem-se! O post é grande, porque não é só o nome que merece muitas exclamações!!! Quando um restaurante se torna um de seus preferidos logo na primeira visita, é digno de um post especial. O Est! Est!! Est!!! é um restaurante italiano, não só na sua cozinha autêntica com pratos típicos, como na sua essência. Os sócios e o chef se reuniram aqui no Brasil com o intuito de trazer a tradição da terra natal ao pé da letra, ou na ponta do garfo, como preferir.

Situado na Av. Getúlio Vargas, o restaurante tem uma decoração linda que remete à Itália – seja no mapa do país divido nas cores da bandeira que fica exposto logo na entrada ou nos quadrinhos decorativos dos toaletes que enaltecem a moda em Roma, Milão e Veneza, é possível encontrar referências por toda a parte, até no jogo americano que fala sobre o que fazer ou não fazer na cozinha italiana. Mas nada mais forte do que o sotaque altamente carregado dos administradores do local, que recebem os clientes com uma simpatia ímpar e um atendimento de primeira.

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Robert Plant: Um mergulho no passado e um salto para o presente

Eu não costumo escrever críticas de shows ou falar sobre música aqui no blog. Mas estou fazendo uma pós-graduação em Produção e Crítica Cultural e me envolvendo cada vez mais com esse universo musical, artístico, cinematrográfico e teatral. No final de março fui ao show do Robert Plant e um dos meus trabalhos da pós era entregar uma crítica do espetáculo, que agora compartilho com vocês para mostrar um pouquinho desse meu outro lado sistemático rs. Espero que gostem!

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O público presente no Chevrolet Hall no último dia 26 de março pode ser definido como uma legião de fãs apaixonados querendo reviver alguns sucessos de uma das maiores bandas de rock do mundo e se abraçando à oportunidade de ver o “deus dourado”, Robert Plant, em seu segundo show em Belo Horizonte. Acompanhado do sexteto The Sensational Space Shifters, reunidos desde 2012, o ex-vocalista do Led Zeppelin aproveitou a sua participação no Lollapalooza, em São Paulo, para fazer uma turnê no Brasil e encantar pequenas multidões.

A abertura ficou por conta da americana St. Vicent, como é conhecida, que mesmo com a casa ainda vazia – grande parte do público estava nos arredores aguardando o astro da noite – começou a tocar pontualmente. A plateia muda deixava perceptível o fato de que poucos conheciam o som de Annie Erin Clark, mas de forma respeitosa assistiram e se envolveram com a banda. Entre coreografias perfeitamente sincronizadas com a tecladista e um grande espetáculo de luzes durante toda a apresentação, St. Vicent conquistou com sua performance meio robótica, arrancando aplausos ao final de cada música. Mas a grande salva de palmas saiu mesmo quando a cantora agradeceu a todos pela presença, anunciando o que estava por vir.

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O tempo de espera entre os shows foi curto, atendendo a programação prevista, e logo após o término da primeira apresentação a arena já estava lotada. Mais uma vez, pontualmente, Robert Plant subiu a um palco belo-horizontino e fez o pequeno caldeirão ferver. Em uma apresentação mais madura do que a primeira na cidade, a banda mostrou maior entrosamento enquanto Plant se colocava cada vez mais à vontade. Sem se preocupar com a era de ouro dos anos 70, o velho camarada que ainda carrega seus longos e encaracolados fios loiros não se preocupou em reproduzir arranjos perfeitos do Led Zeppelin, mas cativou com boas interpretações dos grandes sucessos que apareciam em meio às músicas do seu último álbum, Lullaby and… The Ceaseless Roar. O público, também mais maduro e menos eufórico do que o primeiro show, realizado no Expominas há dois anos, deixou a nostalgia de lado, mergulhando de cabeça no mix de rock, blues e folk a que essa nova fase se propõe.

O cenário simples e sem superproduções carregava o símbolo do último disco, com a concha da capa ilustrada. Entre um pandeiro, um violão africano de uma corda e, claro, bons riffs de guitarra, Robert Plant and The Sensational Space Shifters realizaram um espetáculo com 16 canções que foram bem amarradas em um show redondo, sem linhas soltas. Os clássicos do Led Zeppelin foram responsáveis por tirar o público do chão, mas ninguém ignorou as canções do novo álbum, que surpreenderam com o foco acústico, acompanhado de instrumentos árabes e africanos, estilo ao qual Plant já demonstra bastante afinidade.

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Quase como uma hipnose, os violões de Baby I’m Gonna Leave You roubam toda a atenção da plateia, que se derrete em gritos e aplausos ao ficar frente a frente com o ídolo britânico, agradecendo sua presença na cidade mais uma vez. O show segue com a nova canção Rainbow, que apesar de passar quase despercebida entre a primeira música e o clássico Black Dog, mostra uma harmonia na construção do set list mesclado entre dois tempos do artista, que é confirmada com Turn It Up e Embrace Another Fall. Na sequência, Going to California é um dos auges do espetáculo, comovendo a plateia que canta com vontade, com direito a luzes acesas de celulares para gravar o hit endeusado e readaptado.

Trazendo grandes clássicos “zeppelianos” como The Lemon Song e Whole Lotta Love, o show segue alternando tempos pesados de rock e blues com momentos melancólicos, mostrando um Robert Plant desmitificado e extremamente confortável nos seus 66 anos. Seguro de si e desprendido da mitologia do passado, Plant volta para o bis com uma long neck de cerveja na mão, atendendo a uma plateia ensandecida que pedia mais batendo os pés no chão. Antes dos tradicionais agudos de Rock n’ Roll, que encerra os seus shows e tira o público do chão, ele ainda interpretou Nobody’s Fault But Mine, mostrando que uma parte do Led ainda está viva dentro dele, mas que ele não precisa da banda para estar vivo e continuar encantando. Com a cerveja quase esgotada na arena, o público só precisava de uma boa dose de Robert Plant para se embriagar.