#SaveHannibal

moooito tempo atrás eu fiquei devendo para vocês um post sobre a série de TV Hannibal, inspirada no romance Red Dragon, de Thomas Harris, que também deu origem aos filmes que todo mundo já conhece (ou ao menos já ouviu falar, se não gosta do gênero).

Obviamente o roteiro da série gira em torno da vida de Hannibal Lecter, um dos (senão “o”) serial killer mais famoso e mais bizarro do mundo da ficção. Porém, diferente dos filmes, o seriado mostra a vida de Hannibal (Mads Mikkelsen) antes da prisão, onde trabalha como psicólogo e se encontra com Will Graham (Hugh Dancy), que além de se tornar paciente do doutor canibal, é também um agente do FBI que possui a habilidade de reconstruir cenas de crime. O encontro dos dois é promovido por Jack Crowford (Laurence Fishburne), um agente especial do FBI, chefe de Will, que tem uma missão importante a resolver.

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Ah, Gabi. Nada de novo nessa história, né?! Claro que o Hannibal sai matando todo mundo pra comer depois e os carinhas do FBI estão atrás dele sem saber que ele é ele. OK, em parte isso é verdade. A história central da série realmente parece ser uma releitura do thriller que a gente já está cansado de conhecer. Porém a construção da trama é simplesmente fantástica e inteligente, de forma a deixar esse personagem muito mais interessante, dramático e asqueroso do que a gente já conhece. Embora Anthony Hopkins carregue para sempre aqueles frios e assustadores olhos azuis e esteja marcado como o “verdadeiro, autêntico e original” (com todo louvor e merecimento), Mikkelsen consegue dar vida a um personagem que parece ser ainda mais frio e cruel enquanto está “em atividade”.

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Na série, vemos um Hannibal que demonstra um fascínio desconcertante em cada ataque e tortura às suas vítimas, que aparecem em cenas extremamente detalhadas e muitas vezes agoniantes. Não bastasse os assassinatos em série, ele é um excelente e renomado chef que promove banquetes em sua mansão, e adivinha só de onde vem as carnes e demais pratos que ele serve para seus convidados? Aaaargh! Ele ainda usa da profissão para induzir seus pacientes a libertar um lado escuro e desconhecido que vive dentro deles, fazendo com que outros personagens sejam ainda mais psico que ele próprio. Aí entra um jogo sobre psicologia, que aparece tanto na análise e relação ética entre médicos x pacientes, quanto na capacidade de entender, instigar e manipular a mente de uma outra pessoa.

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É uma série muito bem amarrada, com roteiro bem bacana e um elenco de primeira. E infelizmente nem tudo isso foi suficiente para segurar a audiência lá nos EUA: foi anunciado na semana passada que a série será cancelada e a atual terceira temporada será a última a ser exibida. Enquanto os produtores e fãs lamentam a notícia, eu deixo aqui minha recomendação. Independente do cancelamento, entusiastas do gênero ou fãs do romance e dos filmes podem assistir as três temporadas pois é realmente incrível. Só resta torcer para que os norte americanos consigam defender a continuidade, enquanto eu fico esperando daqui por uma quarta temporada! #SaveHannibal

Nota: O seriado possui imagens fortes e sem cortes. Em todo episódio aparece ao menos uma cena de assassinato que mostra as vítimas em cenas chocantes. Isso é comum em séries médicas ou policiais, mas deixo um alerta para quem for sensível a esse tipo de coisa. Eu mesmo escondo o rosto em algumas dessas cenas rs.

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Para Sempre Alice: a emoção nos olhos de Julianne Moore

Quando Julianne Moore ganhou o Oscar de Melhor Atriz por Para Sempre Alice (“Still Alice”), eu sabia que seria um prêmio merecido. Bastou assistir ao trailer para ter certeza de que esse seria um daqueles dramas tocantes, triste pela história, mas maravilhoso pelo conjunto da obra. E ontem foi dia de confirmar essa primeira impressão.

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Ao interpretar Alice Howland, Julianne Moore consegue passar toda a dor e angústia de sua personagem, uma professora universitária de linguística, escritora e palestrante de sucesso que descobriu que sofria de uma condição rara de Alzheimer precoce por volta dos 50 anos. Apesar de não ficar claro na narrativa quanto tempo demorou entre cada etapa, conseguimos acompanhar todos os estágios da doença, desde o diagnóstico até a (quase) completa perda de memória e senso de espaço. Alice era uma mulher cheia de vida, bonita, ambiciosa e, de repente, começa a esquecer pequenas palavras e se perder em alguns lugares. Até que a perda de memória alcança níveis altos, chegando a esquecer a fisionomia da filha ou onde é o banheiro da sua casa. A aparência de Moore durante o longa também denuncia o quanto a doença pode ser devastadora, tanto física como psicologicamente, inclusive para aqueles que estão ao seu redor.

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Ainda que de forma coadjuvante, conseguimos ver a relação do marido (Alec Baldwin), filhos (Kristen Stewart como Lydia, Kate Bosworth como Anna e Hunter Parrish como Tom) e outras pessoas com o desenvolvimento da doença, enfrentando os desafios de lidar com o desconhecido e aprendendo a ser mais tolerante e paciente mesmo com todos os obstáculos enfrentados para conseguir conciliar a rotina diária com a nova realidade da família. Vale dizer que enquanto Kate e Hunter parecem quase descartáveis pelo envolvimento superficial na trama, Baldwin e Stewart criam o encaixe perfeito com Julianne Moore, em cenas tocantes com diálogos reais e profundos.

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Para Sempre Alice é um filme quase biográfico, que toca pela profundidade em que as coisas são contadas: seja no olhar perdido, nas estratégias para conseguir se lembrar de pequenas coisas ou no sorriso orgulhoso que chega com a realização de pequenas conquistas, como por exemplo ler um texto inteiro sem se perder entre as linhas. É um filme educativo, que ensina muito sobre o Alzheimer do ponto de vista do paciente, que tenta a todo custo passar aos outros o sentimento de perda e, mesmo assim, parece ser impossível ter uma noção real do que é. É um filme que provoca reflexão, trazendo nosso lado humano e emotivo à tona, onde podem navegar pensamentos sobre a vida, família, carreira, valores e muito mais. Se a sinopse não convence pelo apelo dramático, a narrativa faz as honras com seu tom poético sobre um assunto tão delicado. E, sem dúvidas, Julianne Moore tem seu trabalho devidamente reconhecido e premiado, com uma atuação espetacular e emocionante.

Se você, assim como eu, ainda não assistiu até agora, está perdendo tempo 😉

Uma homenagem aos herois brasileiros da Segunda Guerra Mundial

Quem me segue no Instagram viu que ontem participei da coletiva de imprensa na pré estreia do filme “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz, e da inauguração da exposição em homenagem aos 70 anos do final da 2ª Guerra Mundial, no Boulevard Shopping. Comparecer a esse evento foi gratificante! Além de participar pela primeira vez como crítica cultural (YEY, a pós tá acabando \o/) de uma coletiva com o diretor, produtora e elenco do filme, foi emocionante escutar os pracinhas que estavam na guerra contar suas histórias.

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Um evento que celebra duas estreias que homenageiam os herois brasileiros da década de 40. Não, eles não venceram a guerra sozinhos. Para alguns, 25.000 brasileiros em campo de batalha pode parecer até pouco perto do caos que a Europa vivia naquela época. Mas 25.000 homens, jovens humildes e despreparados, abandonaram sua família e seu país, e foram de peito aberto lutar contra o nazismo e o facismo. E merecem todo nosso respeito e admiração!

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Daniel de Oliveira, Thogun Teixeira, Andrea Panisset, Isabel Artavia, Vicente Ferraz, Francisco Gaspar, Cabo Moreira e Cabo Braz (os pracinhas), Marcos Renault e representantes do Exército Brasileiro.

Na coletiva, escutar o relato dos pracinhas que estavam presentes na guerra me emocionou. Me fez perceber quão distante estamos desse passado real e como precisamos amar e nos dedicar mais ao nosso Brasil, independente de opção partidária e opiniões políticas. O cabo João Batista Moreira, um senhor simpático que hoje ri do horror que enfrentaram, leu uma carta que enviou a seu pai que me fez chorar. Parafraseando o pracinha, deu pra ver que o exército brasileiro deve mesmo ser “o mió de todo o mundo”. Talvez não tenha a maior frota nem a melhor tecnologia, mas sem dúvidas é o mais humano.

Ele conta que lá, além da difícil adaptação no inverno de -15°C, -20°C, ainda dividiam a ração com o povo desolado, os enfermeiros estendiam seus cuidados para os feridos e que em nenhum momento pensaram no dinheiro. Na carta enviada ao seu pai ele diz que ele poderia morrer, e seu pai perder um filho, mas que se isso acontecesse, era para seu pai enviar mais um de seus filhos, pois eles iam ganhar a guerra e evitar que os nazistas pisassem em solo brasileiro e destruíssem nossa nação.

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Com Francisco Gaspar, Vicente Ferraz, Thogun Teixeira, Daniel de Oliveira e a blogger Loren Santos

E é a fim de contar a história desses caras que Vicente Ferraz dirigiu o filme “A Estrada 47”, uma co-produção entre Brasil, Itália e Portugal, que já conquistou grandes prêmios em festivais. No elenco, estão os brasileiros Daniel de Oliveira, Julio Andrade, Thogun Teixeira, Francisco Gaspar, o italiano Sergio Rubini, o alemão Richard Sammel e o português Ivo Canelas. Ainda vou falar do longa em um outro post, mas recomendo a todos que assistam. Além de prestigiar o cinema brasileiro (pelo que sei aqui em BH ele está em cartaz apenas em uma sala do Boulevard Shopping), conhecer mais dessa história e dessas pessoas vale a pena. Mais do que a guerra em si, é uma obra que fala sobre o povo brasileiro, em uma história de heroísmo e superação.

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E quem for ao Boulevard, tem que aproveitar para conferir a exposição que fica aberta ao público até o dia 24 de maio. Reunindo um dos maiores acervos do país, em parceria com o Museu da Força Expedicionária Brasileira e com algumas contribuições de colecionadores, a mostra conta com dez carros militares, fotos, armas, uniformes, objetos de uso pessoal dos soldados, documentos do período da Segunda Guerra e publicações.

Para fechar, deixo aqui meu agradecimento à Érika, da Doizum Comunicação. Obrigada pelo convite, foi realmente um momento especial 🙂

Bafafás da semana!

Não ia trazer nenhum dos dois assuntos para o blog… mas como os comentários estão dominando o mundo feminino da internet (e até o masculino, vá lá), resolvi falar sobre as duas bombas da semana.


A primeira é no mundo da moda e envolve uma marca queridíssima de todas nós: a Arezzo. Para quem não sabe o que rolou, uma cliente ganhou de presente da mãe uma sandália da marca que acabou descolando a palmilha após dois dias de uso. Até aí, OK. Pode acontecer com qualquer um, pode ser defeito de fábrica… enfim, tem ‘n’ possibilidades.

Porém o estranho foi que ao ver a palmilha solta, a garota percebeu que embaixo havia a palmilha original da Via Uno, uma marca que eu particularmente conheço bem (e adoro), mas que todo mundo sabe que tem qualidade/preço inferiores aos da Arezzo. Pô! Você paga caro numa sandália e ela vem com uma palmilha escondida de outra marca? Aí não, né…

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Fato é que a pernambucana postou todo o ocorrido no Facebook (veja aqui) e viralizou de uma forma incrível, com muita indignação e dúvidas por parte das consumidoras. Estamos todas aguardando um pronunciamento oficial da marca, mas no Facebook, em resposta a uma consumidora, eles admitiram o caso explicando o ocorrido:

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Eu confesso, só vou dar minha opinião quando tudo for concluído e a empresa se posicionar oficialmente. A Arezzo pode até estar falando a verdade aí em cima… mas é no mínimo estanho. A vontade é de tirar todas as palmilhas dos calçados e conferir se é mesmo um caso isolado ou se existe má fé por trás… O que vocês acham?


E a segunda bomba da semana afeta diretamente os TVDmaníacos (eu!). Nina Dobrev, protagonista da série The Vampire Diaries anunciou oficialmente em seu Instagram que está deixando o programa na sexta temporada.

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Olhando pelo lado da atriz, eu entendo sua saída. Afinal, ela faz par romântico com seu ex namorado da vida real (o cat Ian Somerhalder) que acabou de noivar com uma atriz (Nikki Reed) que, pelo que os tabloides indicam, morre de ciúmes de Nina. Chato! Além disso, passar seis anos interpretando uma mesma personagem é uma vida! Eu sei sim que tem atores que se entregam por muito mais tempo a outras séries mais duradouras, mas não deixo de entender quem sente vontade/necessidade de seguir carreira vivendo outros papeis, em novas oportunidades de trabalho, que acho que também é o caso dela.

E digo mais. Sempre disse que TVD não passaria de seis temporadas – haters gonna hate me rs. Eu sei que a gente quer que a série que a gente ama dure para sempre, porque a gente se apega à história e aos personagens. Mas pela minha experiência com os seriados de televisão (ok, prepotente, mas eu vejo muitos e me sinto entendida sim!), TVD é uma série que se continuar por muito tempo vai acabar se perdendo, e eu sou da máxima que é melhor uma série ter uma única temporada e um final avassalador que vai ficar pra sempre na memória, do que ter dez e acabar sendo uma grande bosta que a gente vai ficar com raiva (Lost e Dexter estão aí de exemplo: ótimas séries, péssimos desfechos!).

Agora vem a questão: confirmaram a sétima temporada há pouco tempo atrás e a protagonista vai sair? O que esperar do final? Confesso que me desanimou pra caramba! Antes tivesse terminado na sexta temporada ao invés de ter que inventar um embromation.

Confira a despedida na íntegra (espero ter traduzido corretamente rs):

Querida família TVD,

Eu acabei de passar o final de semana mais incrível no Lago Lanier, na Georgia, com a minha Família TVD, o elenco e os produtores de The Vampire Diaries. Eu queria ser a primeira a dizer para vocês que isso não foi só um feriado comemorativo, isso foi uma festa de despedida. Eu sempre soube que queria que a história da Elena fosse uma aventura de seis temporadas, e com esses seis anos eu ganhei a jornada de uma vida. Eu fui humana, fui vampira, fui “doppelganger”, fui uma louca imortal, fui uma “doppelganger” fingindo ser humana, fui uma humana fingindo ser uma “doppelganger”. Eu fui raptada, morta, ressucitada, torturada, amaldiçoada, esfaqueada, fui morta-viva, e ainda tem tanta coisa para acontecer antes do final da temporada em maio. Elena se apaixonou não uma, mas duas vezes, com duas almas gêmeas épicas, e eu pessoalmente fiz alguns dos melhores amigos que eu jamais vou saber e construí uma segunda família que vou amar para sempre.

Tem muito o que acontecer antes da gente acabar com isso, e eu prometo que vocês vão ouvir tudo sobre minhas experiências durante o próximo mês, enquanto nos aproximamos do final da temporada (eu dei uma entrevista exclusiva para a SELF Magazine de junho que estou animada para vocês verem!), mas até lá eu convido a todos para subir na montanha russa que é a vida de Elena Gilbert e juntarem-se a mim para celebrá-la, e preparar para dizer adeus a ela – e a minha família de trabalho – enquanto eu sigo para o próximo capítulo da minha vida. Eu quero compartilhar esse adeus com todos vocês (as fotos desse final de semana só começaram). Vocês, incríveis fãs que me deram mais amor, suporte e paixão que ninguém nunca poderia ter imaginado há sete anos atrás, quando a jovem garota Degrassi do Canadá apareceu em Los Angeles para uma audição para “aquele Crepúsculo da TV” :-), eu amo todos vocês. Apertem os cintos. Se vocês pensam que sabem o que está por vir, estão enganados.

Com amor, Nina.

Ah, fofa vai? ❤ Vai deixar saudades imensas, Nina.

Cinquenta tons de…?

Tédio? Tesão? Romance? Sexo? Vazio? Emoção? Enquanto as fãs de Christian Grey se derretem no cinema, os críticos insistem em encontrar defeitos no longa que foi baseado no romance de E.L. James. Falta de química entre os protagonistas, roteiro que foge do original, cenas quentes que não provocam sensações e o fato de ser um blockbuster baseado num best-seller fez com que Cinquenta Tons de Cinza caísse nas garras dos cinéfilos e recebesse uma avalanche de comentários maldosos por aí.

Minha opinião? Estão falando demais sem necessidade! Assisti ontem ao filme e me surpreendi positivamente com o que vi. Quando li os três livros, achei que o filme seria um fracasso anunciado. Afinal, como colocariam no cinema um romance (quase) adolescente, recheado de cenas eróticas, enfrentando a censura sem atingir seu público principal? Pois conseguiram, e ganharam minha atenção.

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Ao contrário do primeiro livro da trilogia, o filme não foca na relação sexual de Christian Grey e Anastasia Steele, e sim no relacionamento dos dois. As cenas de sexo são um adendo interessante, que tomam conta de aproximadamente 20 minutos das 2 horas de filme. Mais quentes do que de qualquer outro romance hollywoodiano e menos agressivas que qualquer filme do X Vídeos ou RedTube, eles conseguem mostrar bem a relação de dominador x submissa, enquanto ambos enfrentam seus próprios medos: ele, de se relacionar, ela, de se entregar ao universo SDSM (bondage, disciplina, dominação, submissão, sadismo e masoquismo). Ficam de fora cenas que eu achei desnecessárias e cansativas durante a leitura, já que elas se tornavam apelativas quando se estendiam demais. Vale dizer que a trilha sonora (!!!) e os planos de filmagem contribuem para criar o envolvimento necessário de cada cena caliente entre os dois.

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Outro ponto que valorizei foi mudar a relação contratual do casal. Enquanto no livro Grey só se permite entrar num “relacionamento” com Anastasia após a assinatura de um contrato maluco que diz exatamente o que ele pode ou não fazer com ela entre quatro paredes, no longa o contrato vai ficando de lado, apesar de ser citado repetidamente fazendo referência à história original. Porém, no lugar da assinatura entra a dúvida, os questionamentos, a descoberta e o prazer, que vão dando espaço para um romance mais real e plausível, focando nas consequências de um envolvimento SDSM independente do que está em algumas folhas de papel.

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Por fim, acredito que os críticos que acusaram que não existe química entre os atores não leram o livro para falar tamanha bobagem ou estavam esperando um pornozão no cinema. OK, eu concordo que existem Grey’s melhores que Jamie Dornan, mas ele cumpriu bem o papel de um empresário frio e sádico, que se deixa levar quase perdendo o controle de seus sentimentos. Vestindo sempre um terno alinhado e com uma expressão dura, ele se quebra em alguns sorrisos de canto deixando transparecer que sente algo diferente por ela. Em contrapartida, Dakota Johnson dá vida à Anastasia, criando uma personagem infinitamente mais divertida e menos boring, apesar de conseguir me irritar com suas constantes mordidas nos lábios e seus suspiros profundos a cada toque dele. Em todo caso, tiro meu chapéu para os dois, que encararam o desafio de protagonizar as cenas de sexo completamente nus e envolvidos, com muitas mãos, lábios e línguas, mostrando mais do que deveriam para um filme com classificação mínima de 16 anos.

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Se eu mudei de opinião em relação à história? Não. Continuo achando que Cinquenta Tons de Cinza é só mais um romance piegas como qualquer outro, que ganhou visibilidade por trazer cenas eróticas misturadas à uma pitada de sorte da autora, já que existem concorrentes no mercado. Continua sendo uma história sem graça, que tem a capacidade de despertar a fantasia e quebrar vários tabus para muitas mulheres. Concordo até com os mais extremistas que os classificam como “o milionário babaca que sente prazer batendo em uma (ex) virgem que se vende por presentes” – descrição pesada demais, mas com um Q de verdade. Mas se é uma história “vazia”, como muitos continuam pregando por aí, a culpa é de E.L. James, e não de Sam Taylor-Johnson, que conseguiu dirigir o filme respeitando o livro, inovando quando podia, cortando o que deveria e deixando um gostinho de quero mais. Prova disso foi escutar um único e sonoro “nãaaao” de uma fã na última cena no cinema rs. Calma, amiga. Ainda tem mais 😉

Leia também a resenha dos livros:

Os looks do BAFTA 2015

Está rolando lá em Londres mais uma edição do BAFTA, uma das premiações de cinema mais importantes do mundo, onde a Academia Britânica de Artes, do Cinema e da Televisão escolhem os melhores do ano. Em relação ao dress code, apesar de também ser um evento de gala, é bem mais modesto do que o Oscar e acho que isso faz a mulherada apostar em modelagens mais sequinhas e vestidos mais discretos. Achei o tapete vermelho desse ano bem boring, mas enquanto o post com os looks do Grammy não sai, divirtam-se!

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Julianne Moore está com tudo e tem causado uma ótima impressão nos eventos de premiação esse ano. Essa belezura que tem mix de tecido, com destaque para o decotão em veludo, é Tom Ford. E ainda levou prêmio de Melhor Atriz pela atuação em Para Sempre Alice.

Diana Agron usou o mesmo Lanvin que Kim Kardashian vestiu no Baile do Met no ano passado. Eu adoro esse modelo, acho super elegante e foge do convencional. Será que rola uma disputa de looks no final de semana entre as duas?!

Reese Witherspoon, obrigada por abandonar o tomara-que-caia-sereia! Tá vendo que você fica linda com outros modelos? Nem precisa de muito, basta acertar na cor e na modelagem! Ponto para Stella McCartney.

Natalie Dormer estava sumida, né?! E resolveu aparecer com um vestido Sophia Kah basicão, mas elegante. Só queria saber de onde foi que essa ideia de colocar luvas de renda surgiu. Porque não ficou bom, não.

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Laura Haddock é esposa de Sam Clafin, mas como foi a única que arriscou algo mais dramático para a noite, resolvi incluir a moça junto com as outras celebs. O vestido nude a deixou meio apagada, talvez algumas joias mais impactantes resolvem o problema. No mais, eu curti.

O Lanvin basiquinho de Amy Adams ganhou poder com esse detalhe de metal na cintura. Me ganhou!

Keira Knightley perdeu a mão depois que engravidou. Tá difícil gostar de um look dela no tapete vermelho. Sempre tem detalhe demais, modelagem de menos, não ressalta a barriguinha… sei lá. Não tem me agradado não. Esse vestido é Giambattista Valli. Mas vale dizer que ela está linda que só. Fala que não tá com aquele brilho que só futuras mamães tem?

Rosamund Pike, que deu umas escorregadas há um tempo atrás, conseguiu acertar de novo com esse Roland Mouret. Pretinho não tem erro, né minha gente?

E vou aproveitar que o post ficou curtinho para deixar a lista dos principais ganhadores aqui:

  • Melhor Filme e Melhor Diretor: Boyhood – Da infância à juventude (É o terceiro prêmio de “melhor filme” que o longa ganha, além de ser indicado ao Oscar. Há quem recomende de olhos fechados e destaque a profusão de sentimentos do filme, e há que achou um pé no saco. Alguém para desempatar esse ranking de opiniões?).
  • Melhor Roteiro Original: Wes Anderson, pelo O Grande Hotel Budapeste (Ainda não tive tempo de fazer resenha, mas super recomendo!!! Adorei!).
  • Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Filme Britânico: Anthony McCarten, por A Teoria de Tudo (Na lista para assistir!).
  • Melhor Animação: The Lego Movie (Que levou também o prêmio no Critics’ Choice)
  • Melhor Documentário: Citizenfour, de Laura Poitra.
  • Melhor Filme de Língua Estrangeira: Ida, de Pawel Pawlikowski.

Para ver a lista completa, clique aqui.

Os vencedores do Critics’ Choice Awards

Início de ano é tempo de premiação e muitos eventos de gala, né?! O assunto vai ficar meio maçante aqui no blog, mas to curtindo fazer essas listinhas para guardar os melhores do ano. Assim, fica fácil buscar os nomes dos filmes para ver depois. Vamos então aos vencedores do Critics’ Choice Awards, os melhores nas opiniões dos críticos de cinema:

Melhor filme: Boyhood – Da infância à juventude

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Com certeza é um destaque do ano e está na minha lista para assistir. Já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama. Veja o trailer aqui.

Melhor filme de animação: The Lego Movie

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Pensa num filme todo produzido com LEGO? Pronto, você já tem motivos suficientes para assistir e rever os melhores personagens do mundo hahaha. O trailer tá aqui!

Melhor filme de ação: Guardiões da Galáxia

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Grande opção para quem gosta de quadrinhos, super heróis, bem contra o mal e essa coisa toda! Eu adoro, e já entrou pra lista rs. Assista ao trailer!

Melhor comédia: O Grande Hotel Budapeste

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É outro destaque do ano, com várias indicações. Já levou para casa o Globo de Ouro de Melhor Comédia ou Musical. O trailer está aqui.

Melhor filme sci-fi ou terror: Interestelar

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As críticas são ótimas, as recomendações também. Já está na minha lista para assistir, dizem que é simplesmente sensacional. Confere o trailer.

Melhor filme estrangeiro: Força Maior

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Um drama sueco dinamarquês de uma família que enfrenta uma avalanche. Achei o trailer com legendas em inglês.

Melhor documentário: Life Itself – A vida de Robert Ebert

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Marmelada um filme sobre um dos maiores críticos do cinema mundial ser eleito o melhor documentário do Critics’ Choice Awards, né?! hahaha Só achei trailer sem legenda.

Para ver a lista completa de ganhadores, clique aqui.

Quem já assistiu a algum desses filmes? Recomenda?

As estratégias do Marketing Invisível

Outro dia postei na fan page do blog um texto que li a respeito do Instagram da Gabriela Pugliesi, a blogueira fitness do Tips 4 Life que conquistou uma legião de fãs e hoje usa as redes sociais para vender um estilo de vida, além de produtos como suplementos alimentares e roupas de ginástica. Que não leu, pode clicar nesse link aqui. Como rendeu um bate papo bacana por lá, resolvi estender a discussão aqui no blog.

Gabriela Pugliesi: Corpo perfeito na praia perfeita

Gabriela Pugliesi: corpo perfeito na praia perfeita

Poucos dias antes de postar o texto, eu tinha assistido o filme Amor por Contrato (“The Joneses”), de 2009. Apesar de não ser tão recente, o longa fala exatamente desse marketing invisível que trabalha com o emocional das pessoas, através do status e da personalidade de cada um. A ideia dessa publicidade escondida é mostrar para os outros um estilo de vida no qual outras pessoas vão se identificar, desejar e, mais importante, propagar. É uma reação em cadeia que é muito eficiente do ponto de vista comercial, porque não vende o produto, e sim um conceito atribuído com uma identificação pessoal.

No filme, uma família aparentemente perfeita – bonitos, ricos, populares e confiantes – moram em uma mansão em um bairro de luxo, possuem os melhores aparelhos eletrônicos e carros de primeira linha. A família, que na verdade é uma equipe de vendas de uma grande empresa disfarçada, trabalha duro para conseguir despertar o interesse dos vizinhos, que acabam adquirindo todos os produtos que eles tem. Os próprios vizinhos acabam virando garotos propagandas da empresa, pois também recomendam para outros conhecidos a “dica de ouro” que até então só eles conheciam. Bum! Reação em cadeia que dá certo.

Família Jones: mansão e artigos de luxo para atrair os vizinhos

Família Jones: mansão e artigos de luxo para atrair os vizinhos

Se analisarmos as it bloggers em suas redes sociais, é exatamente isso que elas estão fazendo. Tudo bem que elas não enganam ninguém, a gente sabe muito bem que esse é o trabalho delas e que elas ganham muito para vestir a roupa X ou comer a tapioca Y. E de certa forma, hoje elas tem a liberdade de fazer o que gostam e escolher a dedo as parcerias para divulgar. Mas é incrível ver o poder de influência que elas tem sobre as pessoas, assim como a família Jones tinha no filme.

Se não acredita nisso, vá a uma academia e pergunte quantas garotas seguem as dicas da Pugliesi no Instagram. Ou ligue para uma loja e pergunte sobre a blusa que a Thássia Naves vestiu na semana passada. Aposto que já esgotou! E a gente pode ir mais longe… As Ilhas Maldivas viraram destino preferido (para quem pode desembolsar um pouquinho mais) depois que muitas blogueiras foram para lá, assim como passar Réveillon em Trancoso, na Bahia, é a grande sensação brasileira. Fazer yoga e pilates agora é bacanérrimo, mas só se postar foto das posições mais difíceis, preferencialmente com um plano de fundo bem bonito… E tomar suco verde então, ahhh, isso é essencial.

Andar de patins domingo no Mineirão virou programa preferido de muita gente, inclusive da Lu, do Chata de Galocha

Lu Ferreira aderiu ao patins no Mineirão, programão de domingo em BH

Antes que me chamem de hipócrita, eu também já fiz (e ainda faço!) muito tudo isso. É quase automático a gente inserir algumas coisas na nossa vida depois de alguma boa recomendação, seja de um amigo próximo ou de uma blogueira famosa. A grande questão é sempre aquele cuidado de absorver de qualquer pessoa ou qualquer informação aquilo que realmente tem algum sentido para você. Quem gosta de tapioca não precisa deixar de comer só porque virou a sensação do momento, assim como quem adora academia não vai deixar de malhar (treinar é só pra atleta, minha gente!) porque hoje existe uma geração fitness pesada. Mas você não precisa se sentir na obrigação de fazer, só porque alguém falou que é legal e que agora todo mundo faz.

Hoje a gente consome informação em todos os lugares, e as empresas se aproveitam disso para expor a marca e seus produtos de forma sutil e pouco invasiva. Elas estão presentes no dia a dia de cada um e, quando você se der conta, já incorporou isso na sua vida. Por isso, cuidado para não ser devorado. Pense bem antes de engolir qualquer coisa que está na sua frente. O marketing invisível está mais forte do que nunca e só tende a piorar. Quem não viu o filme, eu recomendo. Ajuda bem a clarear as ideias sobre esse consumo inconsciente!

Ps.: Para deixar claro, aqui no Sistemáticas também rola parceria e publicidade de marcas que eu conheço, gosto ou acredito. Todas as recomendações feitas por minha conta levam a tag “Dica da Sis” e todos os anúncios recebem as tags “Publicidade” ou “Parceria”, de acordo com o contrato de divulgação que foi fechado. 

Os vencedores do Globo de Ouro 2015

Como vocês já sabem rolou ontem a premiação do Globo de Ouro – veja os looks aqui – e estou gostando de fazer essas listinhas dos premiados desses eventos. Além de conseguir indicar para vocês algumas coisas boas que eu já vi, é sempre bom voltar nelas quando estou querendo assistir alguma coisa boa e diferente.

Infelizmente eu não consegui assistir ainda a nenhum filme ou série que foi premiado, então resolvi colocar os trailers e sinopses que ajudam todos nós a conhecer um pouquinho mais de cada história:

Melhor filme de drama: Boyhood – Da infância à juventude

“Boyhood” foi o grande premiado da noite! O filme foi gravado durante 12 anos, acompanhando o real crescimento do ator principal durante sua juventude. Uma super produção nunca antes vista no cinema, não pelas suas imagens espetaculares, mas sim pelo tempo de gravação. Nunca vi, mas por si só vale a recomendação!

Melhor filme de comédia ou musical: O Grande Hotel Budapeste

Melhor animação: Como treinar o seu dragão 2

Melhor filme estrangeiro: Leviatã (Rússia)

Melhor série de TV de drama: The Affair

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A série busca explorar os efeitos psicológicos e emocionais de se ter um caso extraconjugal, contada pela perspectiva feminina e masculina. Uma garçonete tenta recolocar sua vida no lugar enquanto seu marido luta para manter o casamento estável ao mesmo tempo que tenta controlar a situação financeira de um rancho de família. Porém, ela começa a ter um caso que complica ainda mais a vida do casal. (Sinopse adaptada do site Adoro Cinema).

Melhor série de TV de comédia ou musical: Transparent

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Em uma família com sérios problemas de relacionamento, tudo se complica quando o pai dos três filhos se assume como transgênero. Tudo se modifica após a grande revelação. (Sinopse adaptada do site Adoro Cinema).

Melhor minissérie ou filme para a TV: Fargo

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A série, que conta a história de uma policial grávida que está atrás de dois criminosos contratados por um vendedor de carro para sequestrar a própria esposa,  já tinha ganhado o Emmy em agosto do ano passado e agora se consagra com um Globo de Ouro. Tá confirmada que é boa?

Quem já viu alguma coisa e pode recomendar nos comentários? 🙂

Para conferir a lista completa dos ganhadores, cliquem aqui.

Os principais ganhadores do People’s Choice Awards

No dia 07 rolou mais uma edição do People’s Choice Awards, aquela premiação onde o público escolhe os ganhadores. Fiz uma seleção dos principais premiados da TV e do Cinema, que são assuntos que a gente fala por aqui, porque se o público está curtindo, vale a pena dar uma atenção, não é mesmo? Para ver a lista completa, clique em “continuar a ler” ali embaixo 🙂

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