Sis Entrevista: Felipe Gobbi

Artista, surfista, skatista… são muitos “istas” que contam um pouco quem é Felipe Gobbi. Mas eu defino em uma única palavra: leveza! Felipe é uma pessoa leve, divertida, de bem com a vida, super alto astral. Respira arte, cultua hábitos saudáveis, adora a natureza e pratica alguns esportes radicais. Mas ama mesmo é seu trabalho, que me encantou também.

Pensa em uma obra de arte feita exclusivamente para você, com seus gostos, suas preferências, suas cores preferidas e objetos que te representam ou remetem a algum momento especial. Pois é esse o trabalho de Felipe Gobbi: criar quadros personalizados, sob encomenda, contando, através de desenhos incríveis, um pouquinho de cada cliente. E o melhor? O quadro é só seu, ninguém terá um igual. Quer saber mais? Confere a entrevista abaixo!

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De onde surgiu a ideia de pintar quadros personalizados? Foi meio do nada! Quando eu morei na Ásia não conhecia muita gente, não tinha muito o que fazer e encontrei uns papéis e lápis de cera na casa onde eu morava. Rabisquei alguns desenhos e um dia uma amiga encontrou e resolveu pendurar lá em casa. Aí a galera começou a ver, se surpreendeu que era eu quem desenhava e pedia para fazer para eles. Para fazer o primeiro quadro perguntei três coisas que a pessoa gostava e as respostas eram tipo “melancia, gato e viagem”. Pensava “putz, e agora?”, mas aí começava a fazer o esqueleto do desenho e saía algo bacana… O pessoal foi curtindo e eu fui desenvolvendo a técnica!

E de cara você já começou a comercializá-los? Como foi esse processo? Eu jamais pensei em virar artista. Trabalhava como modelo, viajei boa parte do mundo mas nunca pensei em viver da arte. Mas um dia uma curadora de um museu no México, onde morei por 7 anos, avaliou um dos meus quadros e eu percebi que poderia começar a investir nisso, transformar em um negócio, além do hobby.

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E onde você busca as inspirações para suas criações? Muito vem do próprio cliente. Gosto de trocar uma ideia, conversar bastante, tentar entender um pouco do estilo e dos gostos pessoais. Se não der para encontrar pessoalmente, converso por Skype ou peço que me enviem um e-mail bem explicado com o que esperam, com referências e tudo mais. Se tiver uma foto, uma imagem, melhor ainda. Se não tiver, de boa. Eu corro atrás de algumas inspirações na internet, em revistas, na minha mente… Costumo dizer que basta respirar para se inspirar, porque isso tá em todo lugar. Uma paisagem, um lugar, uma pessoa, uma foto, uma lembrança, uma comida… tudo pode ajudar!

Você tem um pequeno acervo pessoal. Algum desses quadros está à venda? Não!!! São meus! hahaha. Tenho um ciúme enorme deles. Porque faço para distrair, relaxar, ou quando vem uma ideia boa. E ali está um pouco de mim, da mesma forma que os clientes recebem um pouco deles. Teve um quadro que fiz da Amy Winehouse, pouco tempo antes dela morrer, e hoje a galera dá lances por ele (risos). Mas não vendo de jeito nenhum. Posso fazer outro parecido para quem quiser rs.felipe-gobbi-entrevista-quadros-personal-art-4felipe-gobbi-entrevista-quadros-personal-art-1

Para começar a desenhar, você tem algum “ritual”? Existe um preparativo especial ou simplesmente se joga e vai? Eu me jogo na vida (risos), principalmente quando estou desenhando. A única coisa que não abro mão é de escutar uma música, que vai me ajudar a seguir a linha de pensamento. No caso dos meus quadros pessoais, estou sempre escutando um metal, um rock mais trash… música influencia demais na hora de construir a arte. A música mais pesada leva a traços mais fortes, com cores mais sóbrias. Uma música mais calma já traz um desenho mais leve. E tem algumas técnicas… começo desenhando o esqueleto do quadro todo em preto, depois vou incluindo as cores, vendo o que combina com o que, sem fugir do que o cliente pede. Eles geralmente são divididos em três partes, que são as principais referências, e daí eu puxo o restante…

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Falando em cores… seus quadros são super coloridos, cheios de vida. Algum motivo especial? A maioria deles realmente é bem colorida. Acho que é uma influência mexicana. Morei lá por muitos anos e acabei ficando com um pouco disso no sangue, tudo muito vivo, muito colorido. Mas isso não impede de fazer algo preto e branco…

Já teve casos de rejeição? De um cliente virar e falar que não se identificou ou não era isso que queria? Acho que aconteceu uma ou duas vezes, só. Por sorte, quando aconteceu, outras pessoas acabaram se interessando e compraram! Mas nesse caso não tem jeito, eu fico com o quadro pra mim e proponho fazer um novo. 

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Há pouco tempo você fez uma exposição na loja Luana Jardim e criou um sapato com sua estampa. Sei que está desenvolvendo também estampas para camisas, em parceria com a Black Boots. Pretende seguir por esse caminho? Pois é, eu sempre fui ligado à moda. Trabalhei como modelo por mais de 10 anos e isso tá um pouco dentro de mim. Tive essas oportunidades de ligar a minha arte com a moda e achei fantástico. Para Luana Jardim foi algo mais pontual, apenas um sapato que não ficou à venda, junto com outros artistas que fizeram a mesma coisa. Mas a parceria com a Black Boots é algo maior… Criei desenhos exclusivos para estampar as camisetas, tanto masculinas como femininas. E logo acontece o lançamento. Estão todos convidados, espero todo mundo lá!!!

Já tá todo mundo desejando um quadro pra chamar de seu também?! Porque eu tô 😀 Quem se interessar, pode entrar em contato com o Felipe através do Instagram 😉 E fiquem de olho porque vou contar tudo dessa parceria com a Black Boots aqui para vocês. Já vi algumas estampas em primeira mão e tá muito massa!!!

Aproveito para agradecer ao Felipe pela entrevista. Valeu demais! Continue espalhando cores e significados mundo afora 😉

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3 pensamentos sobre “Sis Entrevista: Felipe Gobbi

  1. Ótima entrevista e ótimo post, Gabi!
    Eu adorei os quadros do Felipe desde a primeira vez que vi… Conhecer um pouco do processo me impressiona ainda mais. Eu escrevo (tenho até um livro não publicado, hehe) e desenho, mas tudo é muito meu… Do meu ponto de vista, não é fácil transformar o desejo do outro em obra de arte e Felipe faz isso muito bem né! Bacana dms 🙂

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