Filme: A culpa é das estrelas

Pasmem! Mas só esse final de semana consegui parar para assistir o tão falado romance A Culpa é das Estrelas (The fault in our stars). Talvez essa resenha nem faça mais sentido agora, porque metade do mundo já viu o filme quando lançou e virou febre nas telonas. Mas resolvi escrever mesmo assim, para trocar opiniões e, quem sabe, impulsionar (ou não) quem ainda não assistiu.

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Eu não li o livro de John Green para fazer comparativos entre a narrativa original e o longa, mas posso dizer que, em geral, nada mais é do que mais um romance hollywoodiano: o casal se conhece de repente, troca olhares e sorrisos, começam a se conhecer até que se apaixonam e conhecem o amor verdadeiro pela primeira vez. O arremate que fez milhares de pessoas se debulharem em lágrimas? Impossível não se emocionar com dois adolescentes diagnosticados com câncer terminal.

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Seria só mais uma história linda e trágica de amor, se não fosse o roteiro desenhado com um simples detalhe: a importância e a valorização de pequenos prazeres da vida. Um pouco previsível em histórias com pacientes de câncer, a superação e a busca pela realização de alguns sonhos, no pouco e incerto tempo que lhes restam de vida, estão presentes de uma forma leve e agradável. a-culpa-e-das-estrelas-5

Hazel Grace (Shailene Woodley) e Augustus Waters (Ansel Elgort) – que, vale dizer, tem atuações surpreendentes! – atravessam juntos alguns conflitos da adolescência e as dificuldades impostas por cada uma de suas limitações. Mas ao invés da doença, das crises, dos hospitais ou até mesmo da morte tomarem as rédeas, A Culpa é das Estrelas se destaca na simplicidade de um sorriso, na emoção de um olhar correspondido, na alegria de uma conquista, na gratidão por quem está ao seu lado. O filme valoriza os pequenos bons momentos, traduzidos através da complexidade dos protagonistas. Como disse uma colega de pós-graduação, “é um filme que fala mais sobre a vida, do que sobre a morte”. E a forma como o diretor Josh Boone cria esse diálogo é de tirar o chapéu.

Então, sim. Vale a pena perder duas horinhas para se emocionar com o romance-clichê-nada-convencional de Hazel e Augustus. Quem já viu, concorda?

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2 pensamentos sobre “Filme: A culpa é das estrelas

  1. Q tal perder 2 horas ou 1 hora, a fazer voluntariado num hospital de cancer brasileiro? la voce vai encontrar esses mesmos problemas so q na vida real e + voce se torna a estrela qdo ajuda os outros a terem esperanca em q tudo vai dar certo, mesmo no quadro mais negro. Voce vai ajudar os outros a sorrirem, pense nisso nao custa nada e para o doente significa cura!

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    • Já fiz vários trabalhos voluntários na minha vida e realmente nada é mais gratificante do que contribuir de alguma forma com quem precisa. E pra falar a verdade quem faz esse tipo de trabalho não perde uma ou duas horas, e sim ganha muito nesse meio tempo 😉

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