Filme: A menina que roubava livros

Há muito tempo atrás, quando o blog ainda estava surgindo, escrevi aqui uma crítica bem superficial sobre o livro A menina que roubava livros (The Book Thief). Hoje, praticamente dois anos depois de ter lido, tenho uma opinião diferente e melhorada a respeito dele. Inicialmente, achava uma história longa e cansativa, que mostrava as dificuldades na época da Segunda Guerra Mundial através dos olhos de uma garota que gostava de ler. Hoje, depois de ter visto o filme e com uma visão um pouco mais sistemática, acho que o livro retrata a história do nazismo de uma forma leve (e triste!), baseada nos relacionamentos pessoais dessa menina, e não na Guerra.

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Analisando como um todo, o filme deixa um pouco a desejar – as always. Ele inicia a narrativa exatamente igual ao livro: com a Morte apresentando Liesel (Sophie Nélisse), filha de mãe comunista, que perde o irmão mais novo e é adotada por uma família em um bairro pobre da Alemanha. Porém, diferente da história original, a Morte aparece como narrador em pouquíssimos momentos que foram convenientes, deixando quem não leu o livro um pouco perdido sobre seu papel na história.

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O mesmo acontece com Max (Ben Schnetzer), o judeu refugiado na casa de seus pais, que se torna um grande amigo de Liesel. Enquanto no filme ele é praticamente um renegado escondido, que fica doente e inerte por um grande período de tempo, no livro é possível entender a profundidade da relação dele com a garota, sua influência no gosto de Liesel pela leitura e a justificativa de tantos livros roubados – o que não parece ter grande importância no filme também, mesmo carregando isso no nome. Entretanto, a amizade da Liesel com Rudy (Nico Liersch), seu vizinho, e o crescimento da relação com os pais adotivos, Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson), roubam a cena do filme, levando à flor da pele a emoção em cada momento de luta dos personagens durante a Guerra.

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Com essas diferenças na apresentação de cada personagem e no destaque de cada acontecimento, mesmo que o contexto geral da história seja bem parecido, eu recomendaria ler o livro primeiro e, só então, ver o filme. Mesmo com uma leitura um pouco arrastada, vale a pena entender melhor a relação de Liesel com cada um dos personagens, que fazem da menina que roubava livros uma versão bem mais light de Anne Frank.

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